Pesquisa Nacional Sobre o Setor de Fomento Mercantil e Securitização: um retrato do setor

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Sua empresa precisa acessar capital de giro de forma rápida? Veja como o fomento mercantil e a securitização podem ajudar!

 

O fomento mercantil permite que empresas (indústria, comércio ou prestadores de serviços) consigam “financiar” sua operação de forma rápida. É uma maneira de trocar pagamentos que seriam recebidos a prazo por dinheiro em caixa.

Tal prática remonta ao antigo Império Romano, quando agentes colaboravam com o desenvolvimento do comércio local. No Brasil, a atividade de factoring é fiscalizada pelo Banco Central e apresenta regulamentação específica.

Realizada no último mês de abril, a Pesquisa Nacional Sobre o Setor de Fomento Mercantil e Securitização ouviu uma fatia representativa das cerca de 6 mil empresas deste setor. Resolvemos, então, sintetizar aqui os aspectos mais relevantes desta pesquisa.

Continue sua leitura até o fim e veja como anda o papel do fomento mercantil, FIDCs e da securitização para nossa economia. Acompanhe!

 

Entenda o fomento mercantil e conheça seu papel na economia

É uma prestação de serviços centrada na compra de direitos creditórios. Funciona muito bem para pequenas e médias empresas. Por meio do fomento mercantil, uma pessoa jurídica pode vender seus “créditos” gerados por vendas, na forma de duplicatas, cheques e notas promissórias (os recebíveis).

O valor dos créditos é recebido imediatamente mediante uma taxa de desconto. Serve muito bem para a empresa que pegou uma encomenda e receberá o pagamento a prazo. Ela troca os cheques que recebeu de seu cliente e, com o dinheiro adiantado, consegue comprar as matéria-prima para produzir.

O principal efeito do factoring, portanto, é fomentar as trocas de mercado. Essa atividade ajuda as empresas a gerar capital de giro de forma rápida. No Brasil, essa prática é feita convencionalmente por meio de um contrato de fomento mercantil.

 

Diferenças entre o factoring e os FIDCs

A principal diferença entre o factoring e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios – FIDCs é a origem do capital usado. O factoring é uma prestação de serviços com capital próprio. Não pode captar recursos de terceiros, nem descontar títulos ou fazer empréstimos e financiamentos.

Já o FIDC é conduzido por uma instituição financeira. Nesta modalidade, os direitos creditórios são “comprados” e, posteriormente, “revendidos” aos investidores. Fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, os fundos de investimentos foram criados para que a intermediação financeira fosse reduzida…

Por um lado, o factoring apresenta menos burocracia em seu processo. Já os FIDCs, apesar de mais exigentes, podem negociar também outros tipos de créditos, como debêntures e contratos futuros.

 

Sinais de retomada do crescimento

O Portal do Fomento divulgou recentemente os resultados da Pesquisa Nacional Sobre o Setor de Fomento Mercantil e Securitização. Constatou-se que 35% das empresas trabalham com uma média de 11 a 30 empresas-cedentes ativas.

Verificou-se ainda que 42% trabalham com uma carteira de alavancagem de 1 a 5 milhões de reais. E mais da metade realiza cerca de 10 operações por dia, com um deságio total médio de 3 a 4%.

A inadimplência superior a 90 dias afeta cerca de 2% do total da carteira dessas empresas, sendo que as operações são realizadas com prazo de 30 a 45 dias.

Para encerrar, destacamos que 36% das instituições pesquisadas acreditam que o mercado está regular, enquanto 29% acreditam que está bom. E é unânime que o fomento mercantil pode colaborar com o aquecimento da economia!

Apesar da grande incerteza representada pelas eleições, o ano de 2018 tem trazido mais confiança para os empresários do segmento de forma geral. Inclusive os investimentos planejados são mais altos que dos últimos anos.

Essa confiança tem origem em quatro aspectos principais que estão atrelados: a queda da inflação e dos juros, a diminuição do desemprego e a queda na inadimplência.

Com isso, os bancos tendem a aumentar a oferta de crédito. No entanto, as pequenas e médias empresas devem continuar contando com o apoio decisivo das empresas de fomento mercantil para impulsionar suas operações e contribuir com a retomada da economia.

 

Créditos:

Autoria por buzzmining.com.br

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